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Esgotamento sanitário
Aproximadamente 75% da população total de Guarulhos é hoje atendida com coleta de esgoto, por meio de 1.574 quilômetros de rede (total geral de rede até dezembro de 2009).

 

Tratamento do esgoto:
Maior desafio a ser superado

Vista aérea das obras da Estação de Tratamento de Esgoto Bonsucesso


Desde janeiro de 2008, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) do município executa obras do Programa de Tratamento de Esgoto de Guarulhos. Até dezembro de 2009 foram feitos cerca de 144,5 quilômetros de redes coletoras e cerca de 13,2 quilômetros de coletores-tronco. O total projetado estimado é de 287,8 quilômetros, entre redes coletoras, coletores-tronco e interceptores.
Em 2009, o Saae iniciou a construção de duas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) - São João e Bonsucesso -, bem como a de coletores-tronco que permitirão conduzir esgotos até a ETE São Miguel, pertencente ao Sistema Metropolitano. Ainda serão construídas mais três ETEs - Várzea do Palácio, Cabuçu e Fortaleza. Os cinco sistemas próprios darão atendimento às regiões Cabuçu, Fortaleza, Várzea do Palácio, São João e Bonsucesso. Já a ETE São Miguel, do Sistema Metropolitano, dará atendimento às regiões Pimentas e Cumbica.
Guarulhos investe no sistema de esgotamento sanitário, com foco no tratamento de esgoto, recursos do Governo Federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Considerando as contrapartidas do município, em 2007 foram destinados R$ 225,3 milhões para o sistema de esgotamento sanitário. No dia 2 de setembro de 2009, outros R$ 92,7 milhões foram anunciados pelo Governo Federal.
Esse novo repasse está associado ao rigoroso cumprimento do cronograma de obras do Programa de Tratamento de Esgoto. Os R$ 92,7 milhões vão complementar os investimentos necessários para a construção das ETEs São João e Bonsucesso. Somando os dois repasses, Guarulhos investirá pelo PAC R$ 318 milhões em obras de esgotamento sanitário, com foco no tratamento de esgoto. Aguarda-se nova liberação de recursos para complementar todas as ETEs.

   

Plano Diretor define intervenções

Todos os projetos de Guarulhos para tratamento dos esgotos coletados foram executados com base no Plano Diretor do Sistema de Esgotamento Sanitário (PDSE). Estudo concebido pelo Saae entre 2003 e 2004, o PDSE avaliou alternativas e indicou os recursos necessários para a coleta, o afastamento e o tratamento dos esgotos gerados em Guarulhos. O estudo considera o crescimento urbano até o ano 2028. Veja como foram dimensionados os projetos:

ETE São Miguel (Sistema Metropolitano)
260 mil moradores
tratamento de 20% dos esgotos coletados

ETE Várzea do Palácio (Saae)
195 mil moradores
tratamento de 15% dos esgotos coletados

ETE São João (Saae)
195 mil moradores
tratamento de 15% dos esgotos coletados

ETE Bonsucesso (Saae)
260 mil moradores
tratamento de 20% dos esgotos coletados

ETE Cabuçu e ETE Fortaleza (Saae)
39 mil moradores
tratamento de 3% dos esgotos coletados

Para o tratamento de 27% dos esgotos, estão sendo estudados os termos para estabelecimento de uma parceria com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Saae realiza obras do Programa de Tratamento de Esgoto de Guarulhos

Acompanhe as intervenções em cada região:

Cabuçu – Ao todo foram implantados, aproximadamente, 8 quilômetros de rede. Todas as redes foram concluídas em 2008. Para colocar o sistema em operação, o Saae terá de construir, ainda, coletores-tronco e linhas de recalque (3,8 quilômetros), três estações elevatórias e a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Cabuçu. Em 4 de maio de 2009, o Saae deu a autorização de serviço para início das obras dos coletores-tronco e das linhas de recalque; entre coletores e linhas de recalque, até dezembro de 2009 foram executados cerca de 3,2 quilômetros. Duas estações elevatórias, também, estão em execução.

Fortaleza – Também foram implantados, aproximadamente, 20 quilômetros de redes coletoras até o final de 2008. Ainda será construído 1,2 quilômetro de coletor-tronco, que coletará os esgotos das redes para encaminhar à ETE Fortaleza, que será construída.

Pimentas/Cumbica – Para viabilizar a utilização da ETE São Miguel, do Sistema Metropolitano, o Saae já implantou, aproximadamente, 44 quilômetros de redes coletoras; ainda serão executados mais de 12,5 quilômetros. Além disso, o Saae irá implantar 31,4 quilômetros de coletores-tronco, 708 metros de linhas de recalque, 3,4 quilômetros de interceptores e 19 estações elevatórias; a autorização de início dessas obras foi dada em 20 de agosto de 2009, e tem prazo de execução de 14 meses.

Várzea do Palácio – Ao todo foram implantados 5 quilômetros de rede. Também serão construídos cerca de 11,3 quilômetros de coletores-tronco e interceptor, além da ETE. O início das obras de coletores foi em 10 de agosto de 2009. As obras da ETE estão licitadas e aguardam repasse do governo federal. Vale lembrar que a ETE Várzea do Palácio foi concebida de forma a possibilitar, no futuro, a produção de água de reuso para fins industriais.

São João – Ao todo serão construídos 14 quilômetros de coletores-tronco, cujas obras começaram em julho de 2009. Para colocar em operação esse sistema, o Saae ainda terá de implantar 50 quilômetros de redes coletoras e a ETE São João, que teve autorização de início da obra em 22 de julho de 2009; o prazo de execução dessa obra é de um ano. Até dezembro de 2009 foram executados cerca de 2,1 quilômetros de coletores-tronco.

Bonsucesso – Para esse sistema, o Saae autorizou o início da construção da ETE em 22 de julho de 2009; o prazo de execução da obra é de um ano.

Esgoto condominial

Além da demanda normal executada pelo Departamento de Obras, a Divisão de Saneamento em Favelas (Disf) do Departamento de Planejamento e Projetos executou o esgoto condominial nos Jardins Paraíso, Marilena, Novo Recreio e Lenize, bem como nos núcleos habitacionais Solonópole, Okuyama, Atalaia do Norte e Presidente Dutra. Em março de 2009, foi concluída a segunda etapa das obras de implantação do sistema no Núcleo Guarulhos Nazaré, que atenderá cerca de 300 famílias nas três etapas de obra. Esse projeto é realizado em conjunto com a Secretaria de Obras, da Prefeitura de Guarulhos, que está pavimentando as vielas que já receberam a rede coletora de esgotos. Atualmente, a Disf desenvolve o projeto para atender cerca de 300 famílias nos próximos meses.
Além das obras de grande porte, citadas acima, estabeleceu-se a parceria com as Secretarias de Obras e Habitação, do Governo Municipal, para implantar o sistema condominial em vielas que são objeto de projetos de urbanização. Por essa parceria foram executadas obras nas vielas Central, Guinle, Dezenove A, Araçá, entre outras.
O condominial é um sistema alternativo de coleta de esgoto sanitário, que utiliza ramais condominiais interligados ao coletor principal, instalado na via pública. No sistema convencional, as ligações dos imóveis lançam o esgoto diretamente no coletor. Pelo sistema condominial, se as obras forem executadas em regime de mutirão pela comunidade, a taxa de ligação de esgoto não é cobrada.



 
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